A classificação SIS ajuda a especificar a limpeza visual do aço após o jateamento abrasivo. Ela é útil para projetistas, inspetores, empresas de pintura e responsáveis pela manutenção, mas precisa ser aplicada com precisão: o grau de limpeza não descreve sozinho todas as condições necessárias para uma pintura industrial durável.
Os graus mais conhecidos são Sa 1, Sa 2, Sa 2½ e Sa 3. Eles representam níveis progressivos de remoção de carepa, ferrugem, revestimentos antigos e outros materiais visíveis, desde uma limpeza ligeira até uma superfície visualmente limpa.
O que você precisa saber sobre a classificação
- A designação SIS tem origem em uma classificação sueca de preparação visual do aço.
- Os graus Sa descrevem a limpeza obtida por jateamento abrasivo.
- Sa 2½ é chamado de metal quase branco; Sa 3, de metal branco.
- A classificação visual não mede perfil de rugosidade, poeira ou sais solúveis.
- Uma especificação clara deve indicar norma, grau, critérios de inspeção e requisitos complementares.
O que significa SIS na limpeza por jateamento?
SIS se refere ao contexto histórico da classificação sueca de preparação de superfícies de aço. Os graus Sa são usados para descrever, por inspeção visual, a condição da superfície depois do jateamento abrasivo. Atualmente, documentos técnicos costumam relacionar essa classificação à ISO 8501-1.
Por isso, mencionar apenas “seguir SIS” pode deixar dúvidas sobre o documento e a edição aplicáveis. Em projetos, desenhos e contratos, é mais seguro identificar a norma de referência, o grau exigido e qualquer critério adicional de aceitação. Isso reduz interpretações diferentes entre quem prepara, inspeciona e pinta a peça.
Além disso, é importante não confundir os graus Sa com os graus de oxidação inicial do aço, frequentemente identificados por letras. Isso porque, enquanto um descreve o estado original da superfície, o outro indica o resultado visual obtido após a limpeza. Dessa forma, compreender essa diferença ajuda a interpretar corretamente cada classificação.
Como os graus Sa diferenciam o resultado?
Os graus Sa formam uma escala de limpeza visual. Quanto maior o rigor especificado, menor a presença admissível de carepa, ferrugem, tinta e contaminantes visíveis, considerando os critérios aplicáveis ao grau.
| Grau | Descrição prática | Uso da classificação |
|---|---|---|
| Sa 1 | Limpeza ligeira; materiais soltos são removidos, mas resíduos aderentes podem permanecer. | Preparações menos rigorosas, conforme a especificação. |
| Sa 2 | Limpeza completa; a maior parte dos materiais visíveis é removida, embora possam restar marcas aderentes. | Superfícies que exigem preparo intermediário. |
| Sa 2½ | Limpeza muito rigorosa; admite apenas sombras ou marcas discretas dentro dos critérios visuais. | Preparação frequente para sistemas de pintura industrial. |
| Sa 3 | Limpeza ao metal branco; a superfície apresenta aparência metálica visualmente uniforme. | Especificações que exigem o grau visual mais rigoroso da escala. |
Essas descrições são orientativas. A aceitação deve seguir a norma e os critérios definidos para o serviço, sem transformar a tabela em substituto da inspeção ou da documentação contratual.
Como distinguir Sa 2½ de Sa 3?
Sa 2½, conhecido como metal quase branco, permite pequenas sombras ou marcas residuais discretas, desde que atendam aos critérios visuais aplicáveis. Sa 3, conhecido como metal branco, exige uma aparência visualmente limpa e metálica mais uniforme.
Na Só Jato, empresa especializada em preparação e proteção de superfícies metálicas desde 1973, o grau de jateamento deve ser entendido como parte de um processo mais amplo de controle. Por isso, a definição correta conecta a condição do aço à pintura industrial prevista e, além disso, aos requisitos técnicos do projeto.
O que a classificação não avalia?
Os graus Sa descrevem a limpeza visual, mas não garantem, isoladamente, que o substrato esteja pronto para receber tinta. A avaliação não informa a rugosidade do perfil de ancoragem nem confirma a ausência de poeira, sais solúveis, óleo ou outros contaminantes que não sejam identificados apenas pelo aspecto.
Essa distinção é essencial porque a aderência e o desempenho do revestimento dependem de mais de um fator. Uma superfície pode parecer limpa e ainda precisar de verificações adicionais previstas na especificação do projeto.
- Perfil de rugosidade: verificar separadamente quando houver faixa especificada.
- Poeira e resíduos: avaliar conforme o método de inspeção definido.
- Sais ou contaminantes: testar quando o ambiente, o histórico da peça ou o contrato exigir.
- Condições para pintura: conferir se a superfície e o ambiente estão adequados à aplicação.
Como inspecionar e registrar o grau de limpeza?
A inspeção deve ocorrer depois do jateamento e antes da pintura, quando a superfície ainda está acessível para avaliação. Compare a condição do aço com os critérios visuais da norma indicada, sob iluminação adequada, e registre o resultado por área ou componente quando o escopo exigir rastreabilidade.
Uma rotina prática inclui conferir a identificação do lote, observar áreas críticas como soldas e cantos, registrar eventuais pontos reprovados e confirmar que as verificações complementares foram realizadas. Se a superfície não atender, a correção deve acontecer antes da aplicação do revestimento e dentro do procedimento acordado.

Como especificar o jateamento para evitar dúvidas?
Uma especificação útil informa mais do que “jatear conforme SIS”. Ela identifica o documento de referência e a edição aplicável, o grau Sa requerido, os critérios de inspeção e os controles adicionais necessários antes da pintura.
Inclua também a área ou os componentes abrangidos, as responsabilidades de aprovação e a forma de registrar a liberação. Para peças que serão pintadas, alinhe o grau de limpeza ao sistema de revestimento e às condições de serviço, em vez de escolher o nível apenas por hábito.
Na Só Jato, empresa especializada em preparação e proteção de superfícies metálicas desde 1973, o grau de jateamento deve ser entendido como parte de um processo mais amplo de controle. Por isso, a definição correta conecta a condição do aço à pintura industrial prevista e, além disso, aos requisitos técnicos do projeto.
Perguntas frequentes
O que é a norma SIS no jateamento?A referência SIS representa a origem histórica de uma classificação visual sueca para superfícies de aço preparadas por jateamento. Atualmente, porém, os graus Sa 1, Sa 2, Sa 2½ e Sa 3 são associados à ISO 8501-1. Dessa forma, a nomenclatura mantém sua origem histórica, enquanto a classificação passou a seguir uma referência internacional amplamente utilizada. Em contratos, é importante identificar a norma e a edição aplicáveis, não apenas escrever “SIS”.
O que significa Sa 2½?
Sa 2½ indica uma limpeza muito rigorosa por jateamento abrasivo. Dessa forma, a superfície fica praticamente livre de carepa, ferrugem, tinta e materiais estranhos visíveis. No entanto, ainda podem permanecer sombras ou pequenas marcas discretas. Além disso, o grau representa uma avaliação visual e, portanto, não informa, por si só, o perfil de rugosidade do aço.
Qual é a diferença entre Sa 2½ e Sa 3?
O Sa 3 exige uma superfície visualmente limpa e com aparência metálica uniforme. Já o Sa 2½ permite sombras ou pequenas marcas residuais discretas. Por isso, a escolha entre os dois graus depende da especificação do serviço, do sistema de pintura e das condições de exposição. Além disso, mesmo o grau mais rigoroso não substitui a verificação de perfil, poeira ou sais.
A classificação SIS define o perfil de rugosidade?
Não. Isso acontece porque os graus Sa descrevem a limpeza visual obtida por jateamento abrasivo, e não a altura nem a geometria do perfil de ancoragem. Além disso, o perfil depende de fatores como o tipo de abrasivo, o equipamento utilizado e os parâmetros do processo. Portanto, quando a pintura exigir uma faixa específica de rugosidade, essa condição deve ser indicada separadamente. Por fim, a equipe também precisa verificar esse perfil de forma específica antes da aplicação do revestimento.
Como verificar se o grau de limpeza foi atingido?
Primeiramente, a inspeção deve comparar visualmente a superfície preparada com os critérios e as referências da norma especificada no contrato. Além disso, a avaliação precisa ocorrer antes da pintura, com iluminação adequada e registro do resultado. Por fim, também é necessário verificar separadamente requisitos como perfil, poeira, contaminação solúvel e condições ambientais, quando previstos.



